#6, ano 4, editorial

0 Posted by - 02/10/2017 - #6, ano 4, editorial

  • Sons, maternidade, capitalismo, metodologias, feminismos, repúdios e paixões

    ruído,

    como tudo se forma antes e depois da frequência

    microtemporalmente

    micropoliticamente

    e ainda pra frente

    no tempo por vir

    nas expansões que concebermos criar

     

    Mas se as linhas se cruzam e formam malhas de diferentes fibras e fios mesclados

    A cor é furta

    E a textura rugosa

    E o gosto pode ser amargo

    O som ralado

    A imagem de efeito

    Como uma comida requentada

     

    sons e músicas agitam esses entrelaçamentos na linda:

     

    Henrique Iwao revisita um texto seu da linda impressa #2, dezembro de 2015, Música ruído enquanto forma: início de conversa,  um possível panorama sobre tal não apenas como monolito sonoro, “paredão da fisicalidade do som em sua complexidade”, mas talvez como divergências múltiplas a códigos sonoros de conduta.

    Bella se aproxima como colunista colaboradora e chama o assunto da maternidade junto à vida de artista, no texto O Corpo da mãe em (des)compasso com o tempo, espaço e a matéria de trabalho. Os desafios, perdas e ganhos dessa possibilidade de experimentar-se como mulher criadora e mãe na atualidade são também expostos em seu texto poético Matter.

    A coluna-duo de Isabel Nogueira e Luciano Zanatta abre-se em dois textos respectivos nesta edição. Em Thea, por uma metodologia artística e feminista, Isabel cartografa, desde sua experiência de professora, compositora, produtora, como soa para ela a dificuldade das compositoras e mulheres artistas na atualidade de ter oportunidades, visibilidade e voz na música em diferentes campos.

    Luciano Zanatta provoca perguntas num texto sem-título sobre a captura da arte pela máquina capitalista e nossa consequente situação paradoxal entre os mundos criativo e de lucro. Se tudo nos suga as subjetividades para o mercado de todos os lados, como rebelar-se de dentro, em suas próprias atividades artísticas de produção, enunciação e fruição?

    Também é Zanatta quem concede a visualidade desta edição, confira a galeria.

    Por fim, o NME se posiciona na carta para o texto de Júlio Medaglia na revista Concerto, contestando a brandura com que analisa a escravidão no Brasil e suas diversas consequências.

     

     

     

    Desejamos uma ótima leitura!

     

     

     

    NME/linda

    No comments

    Leave a reply

    Full Screen Popup Powered By : XYZScripts.com