ostenta mas não balança

4 Posted by - 27/07/2015 - #7, ano 2, lucas rodrigues ferreira

  • O funk é um cara fortão que curte My Little Pony – essa música frágil super suscetível às flutuações da economia. Imaginem uma estética atrelada a índices do BACEN. E as implicações disso. Músicos teriam algum prospecto nessa vida, talvez.

    Assistimos agora ao declínio da ostentação – eu mesmo estou vendendo uns pedais de guitarra. A exaltação não é mais de whisky mas de lança-perfume, que deve fazer um mal do cão pros corpos, mas cria uma mímese sonora que talvez valha a pena?

    Aos 40”:

    O funk é a música eletroacústica mais importante do Brasil. Talvez associar o funk ao nome “eletroacústica” seja uma ofensa ao funk, que tá aí nem sabedo que isso existe. Mas quão plásticas podem ser nossas músicas? O plástico é o influenciável, mas o que é que molda o plástico? E quão claro é isso pro ouvinte? Gostaria de saber o que molda a música de cada um. No funk isso é óbvio e isso faz essa música estar viva. Queria que fosse assim conosco também, nós, compositores com diplominhas. Parar com as referências às outras músicas, e tentar viver. Tomar as coisas como são – o funk é isso, mas eu falo do que eu quiser. Ser interlocutor/profeta, e não ditador/Criador. Música como um meio de comunicação cujo meio de transmissão é o tempo infinito, ou como um brinquedinho de encaixar coisas? Olha meu lego do star wars!

    Nossas vidas não importam tanto pras nossas músicas quanto importam as nossas vidas para as nossas vidas.

    lucas

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