#15, 7 de julho

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  • #15

    O acusmatismo é o fenômeno de escutar meramente, aceitando (ou criando) a preponderância da escuta frente, sobretudo, a visão. Na Grécia, fala-se que Pitágoras dava aula por detrás de uma cortina, acreditando que suas palavras (seus ensinamentos) seriam melhor compreendidas se os estudantes pudessem destituí-las (los) de origem, de fisicalidade. Na música acusmática, começada provavelmente por Pierre Schaeffer, apresentando suas composições tocadas por caixas de som no escuro, há o interesse de deixar o som ser o próprio som, sem ser uma imagem: um trem, uma construção em pleno turno de trabalho, um rio manso.

    Hoje, na linda, temos alguns textos falando sobre esse tal acusmatismo. O Sérgio Abdalla aborda o tema falando sobre como a pré-composição acusmática, em estúdio, apresenta, de certa forma, o medo da realização em tempo real. Já o Luis Felipe Labaki fala sobre uma apresentação que viu, em que se unia o cinema de Dziga Vertov, com músico apresentando-se ao vivo. E o Rodrigo Faustini fala um pouco desses sons acusmáticos quando utilizados em outros contextos que não o da tal música experimental.

    O Ivan Chiarelli fala da relação entre academia e música de invenção, seja ela acusmática ou não, e o Bruno Fabbrini fala das esculturas sonoras de Bill Fontana. E também sobre esculturas, de certa forma, fala a Luisa  Puterman. Por fim, a Natália Keri escreve a partir de uma das obras acusmáticas mais conhecidas da história: Orient-Occident, do grego Iannis Xenakis, e o Tiago de Mello fala sobre cantoras que fazem músicas instrumentais.

    E além disso tudo, temos a estreia como colunista regular da Lilian Nakao Nakahodo, que já esteve presente na linda falando sobre a música de invenção em Curitiba, e hoje nos traz um texto atualíssimo, sobre os sons, acusmáticos ou não, da Copa!

    Como sempre, desejamos uma agradabilíssima leitura!

     

    LILIAN NAKAO NAKAHODO: O Som da Copa

    SÉRGIO ABDALLA: acusmática/medo

    TIAGO DE MELLO: Canção

    NATÁLIA KERI: Algoz

    LUIS FELIPE LABAKI: Entusiasmo, Silencioso, Russolo

    IVAN CHIARELLI: ameaça de extinção

    LUISA PUTERMAN: Música no campo expandido

    BRUNO FABBRINI: Um pouco de Bill Fontana

    RODRIGO FAUSTINI: Eletroacústica no Brasil profundo?

     

     

    Próximas edições:
    *12, 14/7, com Jonas Feliz, falando sobre a música experimental em Campo Grande!
    #16, 21/07, com os colunistas regulares!

     

     

    linda!

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